Quem convive com dentadura há anos costuma ter uma lista pronta de incômodos: ela solta na hora errada, machuca a gengiva, cobre o céu da boca e altera o sabor da comida, e a mordida nunca fica realmente firme. A boa notícia é que existe caminho para sair dela, e ele não começa pela prótese, começa pela avaliação do osso que sobrou.
Por que a dentadura vai ficando pior com o tempo
Quando um dente é perdido, o osso que sustentava a raiz deixa de receber estímulo e vai reabsorvendo. A dentadura se apoia na gengiva e nesse osso, então, conforme ele diminui, a base de apoio muda e a prótese que servia bem passa a folgar. É por isso que a sensação de instabilidade tende a aumentar ano após ano, mesmo com reembasamentos.
O que muda com os dentes fixos sobre implantes
Na prótese fixa sobre implantes, a força da mastigação passa pelos implantes e chega ao osso, o que ajuda a preservar o volume ósseo. A prótese não é retirada pelo paciente, não cobre o palato nas soluções fixas e devolve mordida firme, permitindo voltar a comer alimentos que a dentadura tornava inviáveis.
As etapas do tratamento
1. Avaliação clínica e tomografia
A tomografia mostra quanto osso ainda existe, em que altura e com que densidade. É esse exame que define se o caso comporta implantes diretamente, se precisa de enxerto ou se há necessidade de técnicas específicas para osso reduzido.
2. Planejamento da prótese
O planejamento parte do resultado desejado e volta até a posição dos implantes. Estética do sorriso, altura dos dentes, apoio do lábio e a forma como as arcadas se encontram entram nessa conta antes da cirurgia.
3. Cirurgia e prótese provisória
Os implantes são instalados e, quando a estabilidade inicial permite, uma prótese provisória fixa pode ser colocada logo em seguida. Nem todo caso comporta essa etapa imediata, e isso é avaliado durante o procedimento.
4. Prótese definitiva
Depois do período de integração dos implantes ao osso, a prótese definitiva é confeccionada com os materiais escolhidos para o caso e ajustada em detalhe na mordida.
O que precisa ser avaliado antes
- Volume e qualidade do osso remanescente nas duas arcadas
- Saúde da gengiva e presença de infecção ativa
- Condições sistêmicas como diabetes descompensada
- Tabagismo, que interfere na cicatrização e na manutenção
- Expectativa do paciente sobre estética e função
Quanto tempo leva a mudança
O tempo total varia bastante conforme a necessidade de enxerto, a quantidade de implantes e a resposta individual de cicatrização. Casos sem necessidade de enxerto costumam ser mais rápidos, e casos com reconstrução óssea pedem mais etapas. Na avaliação você recebe um cronograma realista do seu caso, não uma média genérica.
Perguntas frequentes
Quem usa dentadura há muitos anos ainda pode fazer implante?
Em muitos casos sim, mesmo após anos de uso. O ponto principal é quanto osso restou, o que é avaliado por tomografia. Quando o volume está reduzido, existem técnicas com implantes inclinados ou etapas de enxerto que podem viabilizar o tratamento.
Os dentes fixos cobrem o céu da boca?
Não. Diferente da dentadura superior convencional, as próteses fixas sobre implantes não precisam cobrir o palato, o que preserva melhor a percepção de sabor e o conforto.
Preciso tirar a prótese para dormir?
Na prótese fixa sobre implantes, não. Ela é parafusada ou cimentada e removida apenas pelo dentista, em consultas de manutenção. A higiene diária é feita com técnicas específicas orientadas na entrega.
Vou conseguir mastigar normalmente?
A mordida firme é justamente o principal ganho relatado por quem faz a troca. Existe um período de adaptação e de ajustes finos na mordida, e a orientação alimentar acompanha cada fase do tratamento.
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